Serviço atende 31 municípios e recebe, em média, três chamadas diárias por colisões envolvendo motociclistas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Reconvale, atende 31 municípios da região, a maioria dos casos diários são acidentes de moto. Segundo a coordenadora do serviço, Carla Cerqueira, em Santo Antônio de Jesus, são atendidas, em média, três ocorrências desse tipo por dia, número que cresce nos fins de semana.
“O Samu Reconvale se estende a 31 municípios, então hoje, estatisticamente, acidentes de moto são os principais. Não só aqui no município de Santo Antônio de Jesus, que todos os dias, praticamente, todos os dias, em média, três chamadas relacionados a acidentes de moto. Em final de semana essa demanda é muito maior em toda a região”, afirmou Carla Cerqueira, em entrevista ao jornalista Léo Valente, na Andaiá FM, nesta segunda-feira (03).
A coordenadora alertou para os riscos envolvidos no uso da motocicleta, especialmente quando há excesso de velocidade, ausência de equipamentos de segurança e consumo de álcool.
“O risco o perigo que a própria moto em si né já tá ali que a gente fica extremamente disposto e aí quando entra né com aumento de velocidade é o uso dos EPI´s adequado né seja o capacete roupas adequada para estar utilizando ainda muitos desses envolvimento com bebidas alcoólicas né então isso tudo traz uma consequência ainda maior”, destacou.
Uso indevido e trotes dificultam o trabalho do SAMU na região
Além dos acidentes de trânsito, Carla Cerqueira chamou atenção para outro problema enfrentado pelo serviço: os chamados indevidos e os trotes. De acordo com a coordenadora, o SAMU deve ser acionado para casos de urgência, como vítimas de traumas ou situações graves de saúde, e não para atendimentos de menor complexidade.
“Trote é um problema, sim, muito sério, mas também quando a gente fala daqueles chamados que, não que a pessoa não precisaria de uma assistência à saúde, mas que não necessariamente precisaria ser o SAMU. Então o SAMU, ele traz essa principal característica, que é chegar precocemente a uma vítima. Que tá com algum agravo, a sua saúde, de uma forma mais, vamos dizer assim, que todos os recursos que teriam pra ser resolvido ali no momento não dispõe e o SAMU ele vem para poder justamente facilitar isso, né? E evitar com que aquele agravo possa ser aumentado”, explicou.
Chamadas indevidas, xingamentos e falta de compreensão sobre atendimento são os desafios do equipe do SAMU
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Reconvale também enfrenta dificuldades relacionadas à compreensão do público sobre o funcionamento do serviço. A coordenadora Carla Cerqueira destacou que muitas pessoas ainda veem o SAMU como um simples meio de transporte, sem entender que o atendimento começa no local da ocorrência.
“O SAMU não é um transporte, é um serviço de atendimento móvel. Você é recebido ali no momento da equipe, que começa a prestar atendimento imediatamente. Nossa equipe é qualificada, seja da unidade básica ou avançada, e vai iniciar os primeiros socorros no próprio local. Muitas pessoas não entendem isso e, em alguns casos, chegam a hostilizar os profissionais”, explicou.
Segundo Carla, é comum que a equipe seja recebida com xingamentos e até agressões verbais, principalmente em momentos de tensão.
“Quando colocamos a vítima dentro da ambulância para iniciar os procedimentos necessários, há casos em que populares batem na ambulância e reclamam que estamos demorando. O que muitos não entendem é que precisamos passar o quadro clínico para o médico regulador, que vai definir a melhor conduta para aquele paciente, indicar se há necessidade de medicamentos ou outros procedimentos antes do transporte. Isso faz parte do protocolo, e não é uma perda de tempo”, esclareceu.
Outro ponto de conflito está no atendimento telefônico. De acordo com a coordenadora, a equipe da central frequentemente recebe reclamações e agressões verbais de quem liga para o 192.
“Muita gente não entende por que fazemos tantas perguntas. Mas essas informações são fundamentais para que possamos encaminhar o atendimento correto. Como nossa central atende 31 municípios, nem sempre o endereço informado é imediatamente reconhecido. Se uma pessoa liga de Milagres, por exemplo, a ligação cai na central em Santo Antônio de Jesus, que é responsável por acionar as bases descentralizadas nas cidades. Não há uma central em cada município, o atendimento é regionalizado”, detalhou.
Para garantir um atendimento mais ágil e eficiente, Carla reforça a importância da colaboração da população.
“Quanto mais claras forem as informações passadas ao atendente, mais rápido conseguimos acionar a ambulância correta e garantir que o paciente receba o suporte adequado. O SAMU é um serviço essencial e precisa da compreensão de todos para funcionar da melhor forma possível”, concluiu.
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Fonte: Blog do Valente

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