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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Sete policiais militares são alvos de operação na Bahia por execução e fraude processual

 A Operação Lamaçal, deflagrada pelo Ministério Público e SSP, investiga sete policiais militares por execuções sumárias e fraude processual em quatro cidades baianas.

Na manhã desta quinta-feira, 17 de outubro de 2024, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) deflagraram a "Operação Lamaçal", cumprindo nove mandados de busca e apreensão em quatro municípios baianos. A ação teve como alvos sete policiais militares, investigados por execução sumária e fraude processual. As investigações estão em sigilo.


Os mandados foram executados nas residências dos policiais e em seus armários funcionais, localizados na 10ª e 91ª Companhias Independentes da Polícia Militar (CIPM), às quais eles estão vinculados. Celulares, armas e munições foram apreendidos durante as operações realizadas em São Sebastião do Passé, Feira de Santana, Capim Grosso e Candeias.


A ação foi coordenada pelos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MP-BA, em conjunto com a Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e a Corregedoria da Polícia Militar da SSP.


Investigações de Execução Sumária e Fraude Processual


O objetivo da operação é aprofundar as investigações sobre as mortes de Alan de Aquino Silva, ocorrida em janeiro de 2020 no "Campo de Futebol Alegre", e de Juracy Gonçalves Junior, que faleceu em maio de 2020 no "Bar da Lama", ambos em São Sebastião do Passé. De acordo com o MP-BA, há fortes indícios de que as vítimas foram executadas pelos policiais, que teriam registrado as mortes como resultado de intervenção policial diante de resistência armada.


Além das suspeitas de execução sumária, os policiais também são investigados por fraude processual, uma vez que teriam alterado a cena dos crimes para simular um confronto armado. Há ainda indícios de envolvimento dos investigados em atividades típicas de grupo de extermínio na região.


A operação representa mais um esforço das autoridades baianas para combater a criminalidade e garantir a responsabilização de agentes que atuam fora da lei. As investigações continuam sob sigilo, e novas ações podem ser realizadas para reunir mais provas sobre o caso.



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Fonte: Ilha Notícias Bahia



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