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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Denúncia: criança demora 10 hs para ser atendida no Hospital Estadual da Criança

 

Reclamações contra o HEC (Hospital Estadual da Criança) em Feira de Santana tem sido cada vez mais frequentes, a exemplo de alguns casos publicados pelo Conectado News, como o do pequeno Brayan Bastos Barreto de apenas 1 ano e 3 meses, que faleceu no dia 26  de janeiro no HEC após ter o atendimento negado por conta de uma norma interna da unidade, que gerou o movimento não aos 39º e uma abertura de sindicância para apurar as causas da morte e uma tia que nos procurou relatando mal atendimento prestado a sua sobrinha com anemia falciforme.


Relembre: "O atendimento à Anemia Falciforme é sempre considerado como prioridade", diz HEC após denúncia


Na terça (9), viralizou um vídeo nas redes sociais, onde um pai denuncia a demora no atendimento na unidade hospitalar. No vídeo é possível ver a emergência do hospital lotada e outros pais desesperados e bem irritados com a demora. O Conectado News conversou com o pai responsável pela gravação do vídeo, o Sr. Dario, que relatou ao nosso repórter que sua esposa deu entrada no HEC com a criança às 8h, mas só foi atendida às 18h e foi medicada apenas duas horas, tempo em que providenciaram a medicação que estava em falta no hospital.


"Minha esposa levou nossa filha, uma criança de 2 anos de idade para o HEC com sintomas de febre, dor de cabeça, vômito e problemas para evacuar. Achamos por bem levar no Hospital Estadual da Criança por ser referência. Minha esposa chegou ao local às 8hs, quando saí do trabalho às 14h e liguei para ela a fim de saber como estava a menina, ela me relarou que ainda não tinha sido atendida. O atendimento só foi realizado às 18h, o médico nos atendeu muito bem, passou a medicação, mas, além de toda a demora no atendimento, levou mais duas horas para aplicação da medicação, pois segundo fui informado, foi necessário buscar a medicação em outro local, pois estava em falta no hospital. Fiquei revoltado, puxei o celular e comecei a filmar, foi quando seguranças da unidade me questionaram. Mas eu filmei e expus nas redes sociais, não só por minha filha, mas por todos os pais que la estavam, pois, o que não quero para mim, não quero para os outros, é necessário ter o mínimo de dignidade com as crianças, porque um adulto pode sentir uma dor e esperar, mas não uma criança. Por conta dos ânimos exaltados, funcionários da unidade chamaram a Polícia Militar, mas questionei: ao invés de chamar policiais, porque não chamam médicos? Com a demora no atendimento, era compreensível o que os pais estavam sentindo, mas não houve agressão, os militares também nos trataram muito bem, disseram compreender a situação, mas que não se resolveria a situação daquela forma".


Entramos em contato com a SESAB (Secretaria Estadual de Saúde) e pedimos um posicionamento a respeito da situação, mas até o fechamento da matéria não houve resposta.


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Fonte: Conectados News

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