Normalmente trazemos neste espaço, denúncias de mal atendimento e falta de material em hospitais públicos. Porém, se engana quem acha que isso só acontece na rede pública de saúde. O bombeiro militar Ewerton Tavares Ribeiro, procurou o Programa Levante a Voz da Rádio Sociedade News FM, na manhã desta sexta (12), para denunciar o mal atendimento que vem recebendo no Hospital Emec, após ter sofrido um acidente de moto na quarta (10). Ele relata que após passar várias horas no hospital no dia do acidente, recebeu a orientação de retornar ao hospital no dia seguinte, na quinta (11), para fazer um novo curativo, mas foi obrigado a dar entrada novamente na emergência do hospital, passar por todos os procedimentos e ainda receber a informação, após várias horas, que não havia material na unidade hospitalar para fazer o curativo.
"Sofri um acidente na quarta (10) e tenho caminhado para esse hospital todos os dias a fim de fazer um curativo, na quinta (11), na última tentativa, das 14h às 19h fiquei esperando, passei por cinco filas, tive que dar entrada novamente na emergência, peguei uma segunda fila da triagem e depois conversar com o médico, ao chegar ao médico, perguntei: o que estou fazendo aqui? O médico com vergonha, baixou a cabeça negativamente sem saber o que me responder, isso porque na quarta (10) já tinha marcado para o dia seguinte o curativo às 16h, quando cheguei até o médico já passava das 17h, fiquei sem entender o motivo. Na, verdade, foi exposto que o hospital precisava arrecadar mais, fazendo com que eu desse nova entrada na emergência, sendo que era apenas para fazer o curativo, no dia do acidente, passei 10 horas no hospital para fazer uma tomografia, um raio x e um bendito curativo, que só foi feito perto das 22h da quarta (10), então a minha pergunta é: porque na quinta (11) fiquei até às 19h para receber a informação de que meu curativo não poderia ser feito devido a falta de material adequado, sendo que já tinha marcado desde o dia 10, para no dia seguinte fazer o curativo e fui para casa sem fazer, de uma situação grave, de um acidente de motocicleta sofrido por mim e minha esposa, que resultou em queimaduras de terceiro grau no pé, arranhões no joelho, braço e um furo no antebraço.
Ewerton afirmou se sentir humilhado com todo os transtornos que vem passando.
"Estou sendo humilhado e maltratado, a direção do hospital não dá nenhuma resposta, procurei todos os assistentes sociais e coordenadora do plantão, um fica passando a bola para outro e assim sucessivamente, não consigo ter nenhuma resposta. Pago meu plano de saúde, vem descontado no meu contracheque, sou funcionário público do Estado da Bahia, o valor do plano é descontado diretamente do meu salário, acredito que o repasse está sendo feito, se não, é algo que não me cabe. Chego no hospital, não tem material, exceto gaze e atadura, esses materiais posso comprar em qualquer farmácia, contratar um profissional e fazer meu curativo em casa, se fui ao hospital, foi devido a orientação médica, para que viesse todos os dias no início do tratamento fazer o curativo corretamente com um profissional".
Segundo o militar, esta entrada em duplicidade na energência do hospital, foi com o intuito de uma nova arrecadação por parte do hospital.
"A única explicação que fica para mim que sou leigo na história é que é para arrecadar mais do beneficiário, porque se já estava marcado desde o dia 10, como é que eu dou entrada novamente dia 11, como se fosse uma emergência nova? Porque o procedimento e arrecadação do hospital já é outra, se já estava marcado no dia 10, porque dia 11 tenho que dar entrada na emergência novamente, passar pelo médico, fazer as perguntas, sendo que meu prontuário está lá, com todo meu histórico? Fico perplexo com o descaso, aqui já não sou mais um paciente, mas um cliente que paga o imposto e o plano de saúde criteriosamente descontado no contracheque, então fica minha indignação com esse hospital"
Providências jurídicas
"Entrei em contato com o setor jurídico da nossa associação, a Aspra, (Associação de Policiais e Bombeiros Militares do Estado da Bahia) vou a delegacia registrar um Boletim de Ocorrência e conto com o grande apoio do Programa Levante a Voz que me deu espaço para expor essa instituição que deixa muito a desejar em nossa cidade", concluiu.
Entramos em contato com o Hospital Emec para esclarecimentos, mas até o momento, não nos deram resposta.
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Fonte: Conectados News

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