No primeiro BaVi de 2024, Léo Condé e Rogério Ceni se enfrentarão pela primeira vez na história do futebol brasileiro
Dois treinadores emergentes se enfrentando pela primeira vez na história do futebol brasileiro. Apesar de no papel um ter feito mais do que o outro e um time ter mais poderio em campo quanto financeiro do que o outro, clássico é clássico e se resolve dentro das quatro linhas. Léo Condé e Rogério Ceni vão se enfrentar no primeiro BaVi de 2024 e medirão as forças do seu trabalho e do grupo que dispõem em mãos.
Com um ano à frente do Vitória e duas conquistas inéditas na carreira (título da Série B e acesso à Série A), Léo Condé tem o desafio de conduzir um Rubro-Negro repleto de mudanças. Do outro lado está Rogério Ceni, com apenas cinco meses de trabalho e a permanência na Série A em 2023, mas que carrega agora uma outra equipe e com uma expectativa ainda maior para essa temporada.
Léo Condé, 45 anos, e Ceni, 51 anos, como sobredito, nunca se enfrentaram à beira do campo e será tudo novo para os dois treinadores. Apesar disso, Condé tem uma vantagem: saber como é um BaVi, afinal ele já participou de um em 2023, válido pela Copa do Nordeste daquele ano. O resultado acabou 1 a 1.
No próximo domingo, o confronto será muito além de um medidor de forças e como um termômetro para a Série A de 2024. Servirá também como um fator decisivo para o Campeonato Baiano de 2024. Isso porque, caso ganhe, o Bahia pode garantir a sua classificação para a segunda fase do certame estadual e complicar a vida do Vitória. Do outro lado, caso o Leão da Barra ganhe, o Rubro-Negro igualará a pontuação do seu maior rival, podendo colocar um pé e meio na segunda fase do Baianão 2024.
Semelhanças
Existem semelhanças nos trabalhos de Léo Condé e Rogério Ceni. Os dois chegaram aos clubes como "bombeiros" e fizeram um trabalho de reconstrução. Condé chegou ao Vitória em fevereiro de 2023 e mesmo bastante contestado pela torcida Rubro-Negra conduziu o Leão da Barra ao inédito título da Série B. Já Ceni, chegou ao Bahia em setembro de 2023, elevou o rendimento do time, e alcançou o menor dos objetivos traçados pela diretoria do Bahia para a temporada: a permanência na Série A.
Em 2024, tanto Léo Condé quanto Rogério Ceni tiveram a manutenção dos pilares dos seus times. No Vitória, permaneceram Lucas Arcanjo, Zeca, Camutanga, Wagner Leonardo, Matheusinho, Osvaldo e Iury Castilho. Já no Bahia ficaram Marcos Felipe, Gilberto, Kanu, David Duarte, Rezende, Cauly, Biel e Thaciano.
Com a manutenção do time base, Bahia e Vitória foram ao mercado da bola de forma distinta. O Tricolor de Aço investiu cerca de R$ 50 milhões na aquisição de novos jogadores como Everton Ribeiro, Caio Alexandre, Jean Lucas, Victor Cuesta, Santiago Arias, Oscar Estupiñán e Iago Borduchi - este só chega em julho -. Já pelo lado do Vitória, sem poder investir tanto no mercado, contrtou 15 atletas com um perfil mais físico e menos técnico: Patric Calmon, Willian Oliveira, Alerrandro, Muriel, Luan, Daniel Jr., Everaldo, Maycon Cleiton, Eryc Castillo, Caio Vinícius, Cristián Zapata, Alexandre Fintelman, Caio Dantas, Raul Cáceres e Lucas Esteves. Inclusive, informações obtidas pelo BNews dão conta de que já há uma lista de dispensa sendo formada para quando findarem os torneios do primeiro trimestre.
Não é à toa o tamanho favoritismo do Bahia para o clássico BaVi. No papel e no campo as propostas são distintas. O Bahia tem um time mais técnico, enquanto o Vitória tem um time mais "físico". Resta saber como em campo os times irão se comportar e quem levará a melhor no primeiro BaVi dessa temporada.
Pensamentos para 2024
O recorte ainda é muito pequeno, afinal poucos jogos dos dois times aconteceram até o momento. Apesar disso já dá para ter ideia de como os dois técnicos trabalham.
Léo Condé manteve o sistema apoiado em dois pontas abertos, um segundo volante que chega bem na área, um meia que circula pelo campo e um centroavante de ofício. O treinador do Leão tem ainda como trunfo o sistema defensivo que tem um bom aproveitamento desde o fim do ano passado. Apesar disso, o Vitória, em 2024, segue repetindo os erros de 2023 quando joga longe de Salvador, com pouca eficácia no atanque e algumas deficiências defensivas que acabam prejudicando o Rubro-Negro.
Já pelo lado do Bahia, Rogério Ceni tem priorizado o seu meio-campo. A formação do "quarteto mágico" tem o dedo dele. Com Cauly, Everton Ribeiro, Caio Alexandre e Jean Lucas - ainda tem o Biel no banco -, a equipe aposta na posse de bola para controlar as ações do jogo. Ceni também abriu mão de usar um "camisa nove" para ter um ataque mais móvel e com uma recomposição mais aprimorada. O ponto fraco do Esquadrão de Aço está justamente no que pecou em 2023: a transição defensiva. Isso ficou exposto, por exemplo, na derrota para o River-PI, que ganhou a partida após marcar um gol no contra-ataque conhecido como "contra-ataque de vídeogame".
Bahia x Vitória
O jogo já está com a arbitragem definida. Os torcedores do Vitória, já que o clássico terá torcida única, terão um esquema especial de ônibus. Já em campo, o Leão da Barra terá retornos importantes, enquanto o Esqueadrão de Aço também estará completo para o duelo das duas maiores forças do Estado da Bahia.
Mande fotos e vídeos com os acontecimentos de seu bairro ou sua cidade para o nosso WhatsApp (75) 9 8881-2277 Nos insira nos seus grupos
Fonte: BNews

Nenhum comentário:
Postar um comentário