O surgimento de novas manchas de óleo em pontos da Baía de Todos os Santos deixou moradores em alerta. O material apareceu no último domingo (13/2), no litoral da comunidade Coqueiro Verde, em Cadeias, na Região Metropolitana de Salvador. O temor é por uma situação semelhante à de 2019, quando manchas apareceram em mais de mil pontos do litoral do Nordeste e também em estados do Sudeste.
Na ocasião, o dano ambiental foi calculado inicialmente em R$ 188 milhões, valor gasto por municípios, estados e governo federal na limpeza de mais de mil localidades atingidas.
De acordo com o biólogo e diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Francisco Kelmo, a situação atual é diferente e não tem relação com o material encontrado no litoral brasileiro em 2019.
No entanto, segundo Kelmo, o material também é altamente tóxico e representa riscos. Ele diz que as pessoas devem evitar contato e procurar as autoridades responsáveis.
“Os riscos são os mesmos. É um material danoso à saúde dos animais e rico nos seus compostos voláteis, que são os compostos mais tóxicos, além daquele odor característico do óleo cru. A recomendação é que ao localizar esse material, a pessoa entre em contato com os órgãos, com o Inema, Ibama ou a Marinha, e solicite a remoção do material. E não toquem no material com as mãos”, disse.
O biólogo destaca que mesmo com equipamentos de proteção individual é preciso ter cuidado com o manuseio do óleo. Além disso, também diz que o consumo de animais que tenham ingerido o óleo é um risco.
No entanto, para Kelmo, devido à quantidade encontrada até o momento, ainda não há motivo para alarme, porém destaca que é preciso monitorar o possível aparecimento de novas manchas. Afirmou, ainda, que até o momento não é possível identificar a origem do material.
“Não temos dados ainda que comprovem [a origem]. Pode ser a lavagem de um tanque, uma pequena bomba que se desprendeu ou foi irresponsavelmente jogada fora. Pode ser várias hipóteses que competem investigação das agências, mas uma coisa que podemos afirmar é que se trata de um material novo e altamente tóxico para a natureza”, declarou.
A Petrobras informou que foi acionada para ocorrência na comunidade Coqueiro Verde, em Candeias, e que parte do material foi recolhido para análise. Já o Inema, órgão estadual de regulação do meio ambiente, disse que monitora a situação, enquanto a Marinha, através da Capitania dos Portos, disse que foi até o local apontado, mas não encontrou o material. Ainda, diz que segue em contato com representantes da vila dos pescadores de Coqueiro Verde para fazer o levantamento da situação.
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Fonte: Aratu On
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